Sintomas do pré-diabetes: Quais são? Como controlar?

A cada ano, são registrados novos casos de pessoas com diabetes do tipo 2, que se caracteriza pelos altos níveis de açúcar no sangue. No entanto, antes de chegar a essa condição, existe um problema que a antecede, o pré-diabetes.

Esse quadro é diagnosticado quando o açúcar no sangue já está elevado, mas não o suficiente para ser classificado como diabetes. Isso é possível conferir por meio de exames de sangue, que mostram não só a glicose alta como os níveis de insulina também.

A explicação é que quando se tem uma alimentação inadequada, principalmente, o pâncreas aumenta a produção de insulina, um hormônio que serve para controlar os níveis de glicose no sangue. Isso é feito tirando o açúcar da corrente sanguínea e levando para os órgãos.

Os carboidratos são energia para o organismo, mas em excesso, se acumulam pelo corpo, pois não são queimados. Assim, quanto mais se come, mais é preciso se insulina, porém, chegar o momento em que o hormônio não consegue mais funcionar adequadamente, levando ao diabetes.

Sintomas do pré-diabetes

Sintomas do pré-diabetes: Quais são? Como controlar?

No pré-diabetes acontece a chamada resistência à insulina, ou seja, o pâncreas começa a produzir o hormônio de maneira excessiva, a fim de controlar os altos níveis de açúcar. Entre as causas dessa condição estão fatores genéticos, mas também o que pode ser controlado.

Como é o caso do ganho de peso, do sedentarismo e da má alimentação. Essas situações também são fatores de risco, uma vez que não são determinantes para aparecer o pré-diabetes, porém, contribuem em muito para o surgimento do problema.

Outros fatores de riscos são a pressão alta, o histórico familiar, a síndrome dos ovários policísticos e os altos níveis de triglicerídeos no sangue. Além disso, há um entrave para o diagnóstico da pré-diabetes, que é a ausência de sintomas, que nem sempre acompanham o quadro.

Por isso, é de extrema importância que as pessoas façam, todos os anos, exames de sangue, inclusive, o que avalia os seus níveis de glicose. Dessa forma, é possível tratar o problema e evitar que ele evolua para o diabetes tipo 2.

Além disso, essa recomendação não é importante só para quem está acima do peso, pois mesmo pessoas magras adquirem diabetes. Já que tem familiares com essa condição também devem estar ainda mais atentos.

Alguns dos sintomas que ajudam a identificar o diabetes são os seguintes:

  • Fome e sede excessiva;
  • Aumento de peso;
  • Necessidade de urinar com frequência.

Como controlar o pré-diabetes

Sintomas do pré-diabetes: Quais são? Como controlar?

O especialista pode prescrever remédios para controlar o pré-diabetes, no entanto, o mais comum e importante é a mudança de hábitos, inclusive, em relação ao que é consumido. Dessa forma, é preciso seguir as orientações do médico, entre elas:

  • Ter um cardápio menos calóricos todos os dias;
  • Reduzir o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas;
  • Evitar os alimentos ricos em carboidratos, inclusive, os com alto índice glicêmico;
  • Comer mais alimentos ricos em fibras, como legumes, verduras e frutas, além dos grãos integrais;
  • Realizar atividade física regularmente, mas não precisa necessariamente ir para a academia, mas sim, caminhar, correr, andar de bicicleta, pular corda e demais exercícios e esportes que goste, assim, fica mais fácil de manter a regularidade;
  • Trocar a escada rolante e o elevador pelas escadas, caminhar ou andar de bicicleta ao invés de usar o carro ou o transporte público e fazer outras escolhas para evitar o sedentarismo;
  • Evitar longos períodos de jejum, para que a fome não fique muito grande, o que pode levar a um consumo exagerado de comida na próxima refeição, o que é um dos motivos do aumento de insulina;
  • Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, sendo que elas costumam ser ricas em açúcar e carboidratos.

Já quando não são seguidas as recomendações para evitar a evolução do quadro de pré-diabetes, a complicação possível é o diabetes propriamente dito. Nesse caso, se torna mais difícil de reverter o quadro, além de ser necessário aumentar os cuidados com a alimentação e com os demais hábitos.

E mais, o uso de remédios se torna mais necessário e o risco de desenvolver outras doenças também cresce. Afinal, o diabetes é um fator de risco para muitas doenças, entre elas, as relacionadas com o coração.


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